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Terapia da fala | como comer afeta a fala

Para que a fala se desenvolva no tempo esperado, é importante que a criança ouça bem, tenha condições cerebrais e emocionais, que seja estimulada adequadamente. É essencial que consiga ouvir as pessoas corretamente e que tenha condições orais para o fazer, bom funcionamento da face e dos músculos oro faciais que, por sua vez, são exercitados na mastigação. Existem várias estruturas presentes na boca que são utilizadas para falar e nem todas estão presentes desde o nascimento, como por exemplo os dentes. Usamos, essencialmente, os lábios, a língua, as bochechas, os dentes, o céu da boca (palato duro) e a campainha (palato molde ou úvula) para produzir os sons da fala.

Os dentes e os ossos são rodeados por músculos, que consoante a sua força e mobilidade, podem interferir na posição dos dentes e na oclusão dentária.

Os lábios, a língua e as bochechas começam a desenvolver-se logo após o nascimento, na fase da amamentação. O aleitamento natural exclusivo, até aos seis meses, é um excelente treino para estes órgãos, assim como para a respiração.

Durante o crescimento, para que exista um ganho de força muscular continuo e melhor funcionamento, é preciso aumentar a exigência. Desta forma, é necessário que o desmame ocorra lentamente e que surja a introdução de outros alimentos mais consistentes. Por volta dos 4 ou 5 meses de idade, as papas introduzidas devem ser amassadas com garfo. Aos 7 meses, as papas devem ser oferecidas com pequenos pedaços de legumes cozidos.

Durante os 9 meses, os alimentos semissólidos ensinam a criança a cortar alimentos com os próprios dentes para comer e com 1 ano de idade a criança deverá ser alimentada com todas as consistências – deve partilhar a situação e os alimentos da refeição familiar. Apenas o aumento gradual das consistências e a ingestão de alimentos rijos e duros, vai garantir o desenvolvimento da musculatura, pois a mastigação é uma função bastante complexa e que exige coordenação dos órgãos que nela participam. Os músculos utilizados na amamentação e mastigação, são os mesmos utilizados para falar, engolir e sugar. Logo, a exercitação dos músculos, ganho de força e melhoria da mobilidade irá auxiliar o desenvolvimento da fala com adequação.

Ainda pode restar a dúvida: Que alimentos podem ser considerados rijos e fibrosos?

Não basta consumir alimentos fibrosos. É necessário que:

  • O alimento seja cortado com os dentes frontais;
  • O alimento deve ser mastigado pelos dois lados da cavidade oral;
  • A mastigação ocorra com a boca fechada e a respiração pelo nariz;

O alimento seja bem triturado e mastigado continuamente até que seja reduzido a partículas pequenas para que, misturado com a saliva, possa ser engolido com conforto.

O Terapeuta da Fala, especialista em Motricidade Orofacial, pode ajudar em:

  1. Odontopediatria: Nas dificuldades de amamentação natural e artificial; Nas dificuldades alimentares: na aceitação de alimentos de acordo com a textura, temperatura e sabor; Realizar orientação e acompanhamento do desmame; Na remoção de hábitos orais deletérios (chucha, p.e.).
  2. Ortodontia: Com pacientes que apresentam desequilíbrio da musculatura dos lábios, língua, bochechas e palato mole; Nas dificuldades na mastigação: corte lateral dos alimentos, mastigação preferencial num lado da cavidade oral, pouca eficiência mastigatória, velocidade alterada e lábios abertos durante a função; Nas dificuldades na deglutição: participação da musculatura facial, projeção de cabeça, anteriorizarão da língua e lábios abertos; Nas dificuldades na fala: distorção, troca ou omissão de sons durante a fala; Com os pacientes que mantém a boca aberta por longos períodos, principalmente ao dormir; Com pacientes que mantém a língua baixa na cavidade oral por longos períodos.
  3. Cirurgia maxilofacial: No Pré-cirúrgico: orientações e preparação muscular visando a não interferência no trabalho a ser realizado; No Pós-cirúrgico: melhoria da sensibilidade, adaptação das estruturais orais e no reequilíbrio das funções estomatognáticas (mastigação, deglutição, respiração e fala) à nova condição da cavidade oral.
  4. Cirurgia Oral: Na recuperação da sensibilidade, força e mobilidade do órgão afetado.
  5. Disfunção Temporomandibular: No reequilíbrio da musculatura orofacial, também em caso de apneia do sono, bruxismo e apertamento dentário; Na amenização da dor; Na redução da tensão orofacial e cervical; No aumento da amplitude da abertura da boca; Na adequação das funções de mastigação e deglutição.
  6. Periodontologia: Na adequação da respiração, mastigação e deglutição, podendo favorecer a melhora dos quadros de refluxo gastroesofágico e respiração oral.
  7. Próteses Dentárias e Implantodontia: Na adaptação da propriocepção e da musculatura (posição, força e mobilidade) à nova condição da cavidade oral. A língua é o principal órgão a ser trabalhado nestas situações, pois participa em todas as funções: repouso, mastigação, deglutição e fala.

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